Do pimentanamuqueca.com.br
"A construção de um luxuosíssimo complexo residencial, em uma área de mais de 80 hectares situada entre Serra Grande e Itacaré, no sul da Bahia, pode trazer dores de cabeça ao empresário Guilherme Leal, dono da fabricante de cosméticos Natura e candidato a vice-presidente na chapa de Maria Silva (PV).
Segundo informações, a obra - realizada em Área de Preservação Permanente (APP), onde há dunas e restinga - não possui autorização nem do Ibama nem do Instituto do Meio Ambiente (IMA). Por se tratar de área com mais de 80 hectares, seria necessária a elaboração de em Estudo de Impacto Ambiental, o que não ocorreu. O município de Uruçuca (onde está situada a APP), por não se encontrar enquadrado no Programa de Gestão Compartilhada, não pode liberar a construção. E na prefeitura local, os que poderiam autorizar o projeto, negam tê-lo feito.
O fotógrafo Ed Ferreira, que registrou imagens da área devastada, explica que notou intensa destruição de vegetação nativa e "mudanças nas características de drenagem por cortes e aterros". Houve também a abertura de estradas de acesso, tudo sem licenciamento ambiental, conforme denúncia apresentada ao Ibama. Segundo Ferreira, que é também ambientalista, os prejuízos à natureza são evidentes, principalmente por contra da supressão da mata da restinga, numa área que até a chegada do empreendimento de Leal era altamente preservada. "O que agrava a situação é que a obra está sendo realizada num ponto bem próximo à barra dos rios Tijuípe e Tijuipinho, que agora estão ameaçados", preocupa-se o fotógrafo."
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Do Terra:
O presidente do Ibama, Abelardo Bayma, afirmou, em nota oficial, divulgada na sexta-feira (16), que o empresário e candidato a vice-presidente na chapa de Marina Silva (PV), Guilherme Leal, não cometeu nenhum crime ambiental em sua fazenda no litoral da Bahia.
A informação foi divulgada nove dias após emitir outra nota anunciando que fiscais do órgão haviam constatado, em vistoria da propriedade, a presença de "edificações e outras instalações que alteraram a paisagem natural em área de Mata Atlântica".
Segundo o presidente do Ibama, após análise da documentação, o Ibama concluiu que o empreendimento está de acordo com as autorizações concedidas pelas esferas estaduais e municipais.
Ao saber do comunicado, Leal comemorou. "Sempre estive sereno e confiante que o Ibama cumpriria o seu papel com isenção".
Acusado por um ambientalista baiano de desmatar uma área de proteção ambiental, o candidato a vice de Marina preparou documentos e autorizações e partiu para o ataque: "essa denúncia surge por causa de interesses contrariados. A intervenção está sendo feita em dois dos 80 hectares da fazenda. Tenho todas as licenças necessárias. A área está sendo justamente recomposta".
ABATE: Leal é vice de Marina porque lhe colocou à disposição um jatinho. Mas, pelo visto, saiu caro. Caiu a máscara.
Ela não percebeu que deveria fazer a candidatura Avatar.
Marina com candidatura querendo ser alternativa, querendo ser esquerda, vai ficar querendo.

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