Editado a partir da BBC Brasil
Soldados e policiais de elite no Equador resgataram o presidente Rafael Correa de um hospital policial na capital do país, no que parece ser o final da crise que viveu o país nesta quinta-feira.
Correa foi resgatado após troca de tiros entre os soldados e policiais dissidentes.
Momentos depois, ele apareceu no balcão do palácio presidencial em Quito e falou a milhares de simpatizantes.
"Sem dúvida este foi o dia mais triste de meu governo... por causa da infâmia dos conspiradores de sempre", disse ele.
"Nos fizeram retroceder séculos", referindo-se à época dos governos não-democráticos.
Violência
Correa: 'nos fizeram retroceder séculos'
O Equador viveu nesta quinta-feira um dia de protestos e violência que envolveu as Forças de Segurança, simpatizantes do governo e levou o presidente Correa a ser mantido, segundo ele contra sua vontade, em um hospital policial de Quito.
Os protestos começaram quando centenas de policiais foram às ruas do país, tomaram o maior quartel da capital equatoriana, Quito, e fecharam o aeroporto internacional da cidade, protestando contra um decreto aprovado pelo Congresso Nacional que, segundo representantes da categoria, elimina benefícios sociais e afeta os salários dos policiais.
As ações policiais levaram o governo a declarar estado de exceção e Correa sugeriu que o país estaria sofrendo tentativa de golpe de Estado.
Em uma declaração publicada no site da presidência, Correa comentou as manifestações e disse que "faz algum tempo" que grupos de policiais "vêm buscando um golpe de Estado porque não conseguem ganhar nas urnas, e há companheiros nossos que não entendem o que é ter uma missão política".
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