Onde os porcos não têm vez...

Com todo respeito aos animais, esse blog vem fazer essa analogia. Aqui fuzilaremos com o verbo a carne vermelha que engordura a democracia em todo lugar.

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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Livre, enfim

Julian Assange acaba de deixar a prisão de Wandsworth, onde estava preso há nove dias.

O pessoal do WikiLeaks está muito contente com a libertação – embora as condições sejam duras: ele vai ter que se apresentar todo dia à delegacia, vai ter que obedecer um toque de recolher e ainda tem que usar uma pulseira eletrônica para ser monitorado.

Mas mesmo assim é uma ótima notícia para a equipe a decisão da justiça. “É uma grande vitória política”, disse Gavin MacFadyen, diretor do Center for Investigative Journalism de Londres. Ele corrobora o que outras fontes do Wiki disseram: foi uma derrota para a coroa inglesa a confirmação da sentença. Além de Julian poder ficar solto, a Coroa vai ter que arcar com os custos do processo, que soma milhares de libras.

É que quem recorreu da decisão de libertar Assange não foi o governo sueco, mas a Promotoria da Coroa do Reino Unido – o que soa um pouco estranho, aliás.

Pra poder julgar o recurso, teva que ser formada uma nova audiência na Alta Corte britância (sim, aqueles juizes com peruca branca), um processo que causou um grande prejuízo aos cofres públicos. Resultado: a Rainha vai ter que pagar.

Ainda antes da libertação, alguns amigos me disseram que ele estava muito pálido na audiência – o que é normal, comentou um deles, porque Julian estava “trancado numa salinha num porão”.

Quando saiu da corte, Julian agradeceu a lisura da justiça britância: “Se a justiça não é sempre o resultado, ela ainda não está morta”.

Agora o pessoal do WikiLeaks está tremendamente feliz e comemorando. Assange está feliz de “respirar o ar puro” e eles devem partir amanhã cedo para uma propriedade no interior da Inglaterra, de onde vão continuar o trabalho de dovulgação do Cablegate. O julgamento do pedido de extradição só vai acontecer no dia 11 de janeiro.

“Agora a coisa é diferente, porque todo mundo sabe onde o Julian vai estar, então vamos poder trabalhar mais abertamente”, diz um colaborador. Assim fica mais fácil defender o propósito do WikiLeaks.

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